No momento em que me beijas,
afogo-me na saliva quente que me incinera a alma, retiras-me o ar e de prazer
quase morro, mirando tua face minha. Esse beijo... essa saliva... esse calor...
e essa face máscula... ejaculam-me na boca um poder de deus ou demônio - não
sei dizer... Transmuto-me em flor e espinho, em candura e maldade, em caminho e
perdição. Deixo-me possuir e dominar, irreparavelmente. Quiçá, por medo de
possuir-te, de perder-te ou de perder-me... fuja tanto do teu beijo...
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 6 de julho de 2009 – 16h11
Um comentário:
Nossa Silvia, toda vez que leio o que tu escreves é muito estonteante. Quando acho que sei do que falas, você torna-se mais profunda.
Fico bobo com o modo direto, mas ao mesmo tempo distante que trata muitas situações. E me intrigo sempre a te ler, com (isso) que te energiza tanto. Da para sentir, apenas pelas palavras, todos os sentimentos que este (beijo) te traduz.
Obrigado, por responder meu desafio.
:) Abraxus
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Comentário postado no Site da Magriça em: 07/07/2009, às 3:58:00hs.
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