Monte de Vênus


Chegas à musa nua,
sondas-lhe o monte vivo:
natureza e arte divas!

Chegas ao nobre paço,
alcatifado em lotus
e louva-deus num mantra...

Chegas à deusa flor,
nesse bizarro alento
de alma vagante em luz...

Chegas ao espaço casto,
num chão de arroubo e graça
que te me açouta as ancas...

Conquistas, ébrio, o monte...
Vênus emite um som,
desta vez, noutro tom...


Sílvia Mota.
Cabo Frio, 16 de abril de 2009 – 01:25hs.
Reformulado em 16 de abril de 2009 – 23:19hs.

Um comentário:

Sílvia Mota disse...

Gostei. Adoro a subjetividade em escritos poéticos. Mensageiro Obscuro.
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Comentário postado no Site da Magriça em: 17/04/2009, às 3:33:00hs.