tua volta

Foste embora,
sem brigas, sem explicações,
sem um último beijo
ou palavra de adeus.
Foste embora,
como se fosses logo ali
para voltar logo depois.
Mas, não voltaste,
foste embora...

Saíste de mim,
sem ao menos me deixar
um poema de adeus.
Foste embora,
sem ouvir minhas últimas notícias
ou saber das últimas lingeries
escolhidas carinhosamente
para enfeitar meu corpo
nas horas de ti...

Foste embora, sem despedidas,
para que eu esperasse tua volta
e te fiquei a esperar...

Beijaste tantas bocas bonitas,
mas não desejadas, eu sei,
eu sei, assim como eu
gozaste, faminto de mim,
em corpos estranhos
e teu corpo suado de lágrimas
tremeu por mim, eu sei,
eu sei, assim como eu...

Voltaste...
eu não diria, mas sempre quis.
Voltaste...
como se nunca houvesse o meio,
somente um antes e o agora.
Voltaste...
Continuas o mesmo,
mas a mesma, não mais sou eu...


Sílvia Mota.
Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2008.

Um comentário:

Sílvia Mota disse...

Cid disse:
BOA NOITE! Estou aqui, acabei de ler os seus poemas, lindos, cheios de amor.
Beijos
Cid.
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Mensagem enviada em dezembro de 2008.