Ahh!!! Eu, poeta!

Eu - poeta - amo densamente,
beijo, perdidamente,
entrego-me, loucamente...
Nada me é pequeno,
pois, vejo muito, em pouco!
Da alegria à amargura,
tudo é encanto ou drama em excesso!

Ser apaixonado - temo a morte livre,
pela simples ausência do viver
e, tremo, ao amor que não é livre,
- simplesmente -
por medo tolo de sofrer...
A mim - poeta - nada, em nada,
permanece no meio,
pois tudo é início ou fim!

Ignoro o Ódio e temo o Amor,
porque ornada de poesia
perpetro a palavra em ilusão,
ou um verso em flor;
porque, somente poeta,
faço do adeus uma saudade,
ou um desejo de morrer.

Passarinho forro - cobiço voar,
pelo simples sonho de ser livre
e, rejeito a prisão, que não seja,
- unicamente -
a dos braços da pessoa amada...

Eu - poeta-sonho - sofro!
Eu - poeta-razão - morro!
Sou completude insana!
Pelo engano de cobiçar o céu,
em sua plenitude,
rejeito-o, pela metade!
Por não dominar a arte
de ser um a dois,
escolho a solitude!

E, se, nessa busca, egoística,
desentendo a flor-mulher
que em mim habita,
por inteiro - despetalo -
mas, sugo a seiva nutriz
da verde cor do meu olhar
e, por inteiro - refloresço -
em meus poemas...

Perdoa, se penso e te amo!
Perdoa... mas sou poeta!


Sílvia Mota - "Poeta do Amor e da Paz"
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=5615
Escrito em Cabo Frio, 12 de dezembro de 2008 – 15:43hs.

Um comentário:

Sílvia Mota disse...

Cid disse:
Como não sou poeta, faço uso dos versos desta música para você:
Boa noite amor
Meu grande amor
contigo sonharei
e a minha DOR esquecerei
se eu sober que o sonho seu
foi o mesmo sonho meu
Boa noite amor
e sonha enfim pensando
sempre em mim.
Na caricia de um beijo
que ficou no DESEJO
Boa noite meu grande amor.
Beijos
Cid.
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Mensagem enviada em 12 de dezembro de 2008.